Diário Canino

Esta seção terá notícias mais objetivas sobre assuntos ligados ao Canil New Kraftfeld.

  • 26 de Março de 2016
  • Momento muito perigoso da raça!

Estamos vivendo um momento muito perigoso da raça american staffordshire terrier. Os filhotes foram espalhados para todos os cantos do país e surgiram "criadores" ou "cruzadores" por todas as esquinas. E essas pessoas, como não possuem nome ou tradição e muito menos possuem experiência que se adquire com o passar dos anos e a observação atenta estão ameaçando seriamente a raça. Colocam valores aviltantes, baixos por seus filhotes. Estão fazendo isso por razões comerciais apenas. Ou porque querem recuparar algum investimento por terem adquirido aqueles cães. Ou porque julgam que seja um bom mercado para ganharem um dinheiro extra. Ou porque sabem que se venderem mais caro não venderão. É mentira a frase que as vezes ouvimos: existe espaço para todo o mundo. Não existe! Se aparecem em excesso fica ruím para todos e para a raça. Tudo que se divide em excesso acaba ruindo. Veja o comunismo da Rússia. A divisão em excesso deixa todos pobres. Mas como no Brasil quase nada funciona não seria na cinofilia que existiria algum escrúpulo.

Daí os pouquíssimos criadores que investem em qualidade geral do seu plantel começam a sentir a "baixa concorrência". As pessoas começam a entender que adquirir um american no Mercado Livre por preço interessante e parcelado é um bom negócio. A curto prazo até parece ser convidativo. "Ao final de contas são todos cães, possuem pernas, latem e são americans." Pois será dessa forma que acabarão com a raça. O preço que se paga por cruzar cães sem critérios, apenas pegando um macho e uma fêmea e depois vender os filhotes por bons valores é a extinção da qualidade da raça. Começarão a aparecer desvios de temperamento e doenças. E as virtudes físicas irão cedendo às mentes despreparadas dos homens. Se olharmos para os sites de americans no Brasil e no exterior vemos o que existe. Tentem comparar os sites de todos os criadores do Brasil e do mundo com o nosso. Façam isso por favor. Tirem vossas próprias conclusões. Comparem os resultados, os cães gerados. Não imaginam o trabalho que dá. O quanto se investe em tempo e dinheiro. Pois bem, um criador como eu, orgulho para a raça no cenário mundial pode uma hora dessas resolver parar. Não sei em que dimensão. Pode ser uma opção por tirar uma ninhada por século. Eu não posso concorrer com neófitos e vendedores. Cada cão que importo também custa muito dinheiro. A ração superpremium que dou para 30 americans só para ter um plantel meu e qualificado. Quando leio esses sites da raça oferecendo filhotes a preço de banana eu fico triste. Eu sabia que isso um dia iria acontecer. Quando eu parar eu quero ver qual site que irá estar sempre atualizado, com conteúdo, com experiência, escrito por um médico que conhece a raça e que sabe escrever. Que é, modéstia a parte, culto. O meio social é perverso e a cinofilia é uma fina reflexão dessa propriedade. Enquanto eu mantiver um certo grau de entusiasmo eu iriei continuar. Já desejei parar. Minha mulher me entusiasma a continuar. Se não fosse pela Ida eu já teria parado. O Brasil não merece um criador como eu. A maioria só procura preço. O país está em crise econômica e moral. E nas redes sociais só vemos pessoas que nada são e que julgam ser alguém ao escreverem nos espaços em branco para vomitarem suas opiniões que são digitadas nessa escória internética.

Nós adquirimos vícios e hábitos nessa vida. Eu ainda mantenho esse hábito e as vezes o vício de amar meus americans e crias. Até quando não sei. Estou com 63 anos. Não se sabe o amanhã. Tudo é vaidade como diria Salomão em Eclesiastes.


  • 25 de Março de 2016
  • Tudo passa...

Num depoimento recente eu externei raiva, mas agora estou em clima de paz. A pessoa que referi disse para minha advogada que o que comentou numa rede social não era dirigida para mim. Eu acreditei que nem acreditamos no coelho da Páscoa. Mas eu entendo que as pessoas muito jovens e imaturas as vezes dizem o que não devem por pura cegueira e imaturidade. Se somarmos a ignorância temos o caldo onde crescem os conflitos.

Bem, quero desejar a todos da família New Kraftfeld toda a sorte de alegrias com suas famílias e com seus amados e fiéis americans.


  • 23 de Março de 2016
  • Ter cães faz bem à saúde.

Coloquei no ícone Cães e Ciência um artigo hoje sobre esse tema.

Duas ninhadas estão por nascerem dentro de 30 dias: Sherwood com Cielo e Kate com Excalibur. 

Comecei a enviar alguns filhotes. Estão evoluindo bem. Os dois tigrados estão excelentes. Bem, no meio dessa crise política os cães são um lenitivo, uma alegria em meio ao caos.

Vou levar o Excalibur nesse final de semana numa exposição para somar pontos visando o Grande Campeonato.


  • 09 de Março de 2016
  • Fotos e chuva

Planejava tirar novas fotos dos filhotes hoje. Mas a chuva impediu. Chegou até a ficar nublado e parar de chover em parte do dia, mas não estava mais em casa. Amanhã se o tempo permitir tiro fotos dos filhotes da NIRVANA, da MORGANA e, se sobrar tempo da fêmea da Seattle. Essa filha da Seattle é blue brindle e está ficando mais velha, com quase 4 meses. Isso aconteceu porque eu desisti de ficar com ela por ter escolhido o irmão dela. Estou com muitas fêmeas no plantel e optei por ele. AS pessoas tendem a preferir o filhote pequeno, com menos idade. Mas ela, com quase 4 meses é uma filhote. Com a vantagem de estar com todas as vacinas e pronta para passear. A genética do pai dela possui metade do sangue importado e outra toda da minha criação e a sua mãe, a Seattle, tem como pai um cão que possui a genética do King´s of Rings e por parte de mãe uma fêmea grande campeã da minha criação, a Kaylua, que é filha de dois poderosos americans compactos, o multicampeão Hendrix Junior New Kraftfeld e a Kaballa Morning New Kraftfeld. Se ninguém decidir por ela nos proximos dois meses eu ficarei com ela para o plantel. Ela é blue brindle. 


  • 04 de Março de 2016
  • Cruzamentos recentes

Bom dia pessoal! De repente o clima muda e passamos do verão intenso para um outono-inverno de um dia para outro. Chuva e frio. Haja saúde aqui no sul. Mas nada que se compara com o que passou o Hugo Glass (personagem vivido por Leonardo di Caprio em O Regresso). Aliás, meu filho me disse que esse papo de que o dia está muito frio é um papo furado. Se estiver frio macho tem que aguentar. Fico feliz que com 16 anos pense assim. Por isso não falo mais nesse assunto.

Bem, duas ninhadas próximas que são de cinema. No dia 19 de fevereiro cruzaram a KATE MOON NEW KRAFTFELD com o Campeão EXCALIBUR KEEPER NEW KRAFTFELD

O outro cruzamento foi realizado há dois dias: SHERWOOD ROCKS NEW KRAFTFELD com CIELO CALÍGULA NEW KRAFTFELD. A Sherwood, para quem não sabe, é filha do casal importado Highlander e Europa. Clicando em plantel é possível analisar esse cruzamento e o anterior. Muita qualidade em ambos que gerarão americans de muita estrutura e beleza. 


  • 27 de Fevereiro de 2016
  • "Balas"

O calor está intenso. Os filhotes chegam a chorar e precisamos molhar os da ninhada da Nirvana. Abriram os olhos e estão cada dia mais fortinhos. A Ida cuida deles com uma dedicação especial. Se não fosse minha esposa os filhotes não teriam essa sobrevida. Quando um está menor e com riscos de falecer ela vai de 3/3 horas colocar na mama e fica acarinhando a mãe, no caso a Nirvana nesse momento. A Ida sempre agiu assim pelo afeto, próprio das mulheres que são mais coração do que razão. Uma mãe tratando outra mãe e outros filhos. Ela observa e trata os filhotes com muito amor. Conversa com eles. Isso é muito importante numa criação pois reflete no comportamento do cão mais tarde.

Nesse instante resolvemos dividir a ninhada da Nirvana em duas. Metade com a Nirvana e outra com a Morgana que há pouco foi separada dos filhotes. Fizemos isso porque achamos que 10 filhotes está muito para a Nirvana, marinheira de primera viagem. Fizemos isso na verdade ontem. Vamos observar. Pelo menos uns poucos dias. A Morgana é querida e aceitou os filhotes da Nirvana.

Estou com novidades no plantel. Preciso colocar fotos e farei em breve. O importado azul Steppenwolf já está no ícone plantel. Coloquei essa semana. A Abbey Road também já está lá. São jovens. Com 8 meses. Mas estou também com a Ronda Rousey filha da Shiwa com o Hunter, a Baby Face filha da Marix com o Texas, o Bowie Colt filho do Will com a Seattle e a Kerbera filha da Shadow com o Scalibru. Todos nessa faixa dos 8 meses. Um melhor do que o outro. 

Se eu fizesse campanha e levasse em exposições essa turma toda venceria novamente o ranking de criadores como fiz em 2010. Mas se tornou difícil vencer rankings da forma como ficou a cinofilia. Uma máfia repleta de interesses, corrupções, influência em resultados e ambientes carregados de competição em que o interesse é só vencer não importando como. O cão em último lugar.

Isso não significa que não possa participar eventualmente com o objetivo de qualificar esse ou aquele american. Dar a ele um título. Mas confesso que cada vez que participo me sinto triste pelo que vejo. Como o homem é pequeno, insignificante e vulnerável. Mas não são todos. Que bom.

Meu foco sempre foi e continuará sendo a criação. Mesmo assim venci 6 rankings de melhor criador do Brasil na raça AST. Talvez seja ainda o que mais venceu. Mas eu vejo tudo isso como secundário. Gostaria de pensar de forma diferente. Me causa tristeza saber que se um handler desfila seu cão de terno tem mais chances de vencer de um que está de jeans. Um handler famoso ganhar de um desconhecido apesar deste estar com o melhor cão. De um juíz olhar apenas para o cão que está sendo apresentado por um handler conhecido. Ou de um juíz gostar de dar para aquele handler que já conhece e se comunica nas redes sociais. E o cão e o trabalho de criação nem ser valorizado. Nós vivemos num mundo em que a moral e os princípios estão desmoronando. Mormente em nosso país. E como em setores vitais ocorre o caos não se esperaria que a cinofilia ficasse incólume.

Por isso recomendo que pensem em qualidade e beleza. Temperamento e genética. Não para competirem. Mas para terem consigo qualidade. Existe a qualidade. Quem apenas pensa em competição não percebe o âmago da raça. 

Na semana passada deixei o Hunter e a Europa juntos. Ela está no cio. Ele tentou mas não vi cruzarem. Passaram a noite juntos. Depois ela não aceitou mais. Tlvez tenham cruzado durante a noite. saberei mais tarde. Em situações qssim só solto a Europa com o Hunter ou sozinha.

A Kate na semana passada cruzou com o Excalibur. Duas vezes em dias alternados. Belo cruzamento. 

É isso. Andei sumido do meu blog. Hoje apareci. Mas tenho colocado fotos e atualizado conforme posso. Nesse domingo, se conseguir tiro novas fotos dos filhotes da Nirvana que abriram os olhos. Tenho dois machos da Morgana que são "balas". 

É isso! Bom fim de semana!


  • 11 de Janeiro de 2016
  • Hoje é um dia triste...

Toda a vez que morre alguma pessoa especial eu me sinto deprimido. Morreu o compositor David Bowie. O chamado camaleão pelas variantes de estilos e apresentações nesses anos todos que influenciaram dezenas de artistas. Um gênio da reinvenção. Um músico inigualável. Cortejou com todos os estilos sempre contribuindo de alguma forma. Existe um filme do Woody Allen chamado "A Última Noite de Boris Grushenko" em que numa das cenas finais aparece a morte representada por uma pessoa de preto segurando um cajado. Esse ser inevitável que sempre aparece e vence. Não sabemos quando aparecerá para nós. Mas aparece para todos. Pobres e ricos. Virtuosos e medíocres. Bons e maus. Ninguém escapa. Mesmo assim o homem vive essa vida como se fosse eterno.


  • 30 de Dezembro de 2015
  • FELIZ ANO NOVO

O ano de 2015 está no fim e muito tivemos de alegrias e tristezas nesse ano. Todos sabem disso. Talvez mais alegrias, talvez o contrário. Mas tudo é efêmero e o que importa é que continuemos tentando ser felizes e vitoriosos nessa luta diária. A felicidade continua repousando na simplicidade. Não mudei minha concepção depois de mais um ano vivido. Mas é o essencial que nos completa. Sem dúvida precisamos ter casa, comida, trabalho e saúde. Mas mesmo tendo essa base a maioria de nós se queixa todos os dias de algo e a felicidade fica longe de nós. O que eu desejo para todos que estimo e, em especial, aos membros da família New Kraftfeld é que despertemos para o presente pois é a única riqueza que temos. O passado morreu e o futuro só será ótimo se algo fizermos agora. Felicidade a todos e obrigado por existirem!


  • 20 de Dezembro de 2015
  • A questão do vínculo.

Numa relação entre um terapeuta e seu paciente é fundamental a formação de um vínculo que permita uma boa evolução do tratamento. Na medida que as consultas vão ocorrendo e a confiança conquistada surge um terreno propício para que ocorram bons resultados no tratamento. Quando um pai estabelece um vínculo forte com seu filho fica mais fácil estabelecer limites, conquistar espaços afetivos fortes e uma relação saudável. Quando se fala na relação entre nós e os americans percebo que o vínculo existe na medida que temos uma boa relação com o cão desde cedo. Ele percebe e nós percebemos. Existe uma troca de olhares em momentos decisivos de alegria, tristeza ou dificuldades. 

Foi assim que senti há poucos dias quando a Pit Blue estava com dificuldades no parto. Ela falou comigo com os olhos, sua expressão de extrema dificuldade e dor. Embora não gemesse e até existisse um silêncio eu percebi que ela não estava bem mesmo tendo já nascido 3 filhotes. Foi só eu sair de perto para ir até o interior da minha residência que já começaram a acontecer fatos. Um filhote nasceu morto e outro ela comeu pela metade. Foi isso que eu vi ao retornar. Peguei a Pit, deixei os 3 que nasceram com a Ida, minha esposa e levei ao veterinário. Lá ela fez uma cesárea. Um filhote grande trancado morreu e outros seis foram salvos. 

Ela retornou, mediquei para a dor, dei antibiótico injetável e depois de dois dias ela estava outra cadela. Dedicada e feliz com seus filhotes. Quando chego no canil ela continua me olhando. Existe uma cumplicidade. Um elo entre nós. Um vínculo. Tudo isso faz muita diferença numa criação.


  • 28 de Novembro de 2015
  • Amor confiável.

Hoje tive uma surpresa interessante ao participar de um congresso de psicoterapia no Instituto Cyro Martins. Uma das palestrantes apresentou o seu trabalho de conclusão.  O tema que escolheu foi uma abordagem psicanalítica da relação do homem com os animais de estimação.  Embora a apresentação tenha sido breve diante da complexidade dimensional do tema apreciei muito e pedi que me enviasse por e-mail o seu trabalho. Mas no início do mesmo me chamou atenção uma frase de Sigmund Freud. "Ao contrário do homem que é capaz de sentir amor e ódio pela mesma pessoa o cão separa os seus sentimentos e é capaz de demonstrar o amor para com seus amigos e o ódio para os seus inimigos".  Por isso que o amor que um cão sente por nós é confiável. É puro. Uma expressão de sentimentos não contaminados pelo ódio, a inveja, o rancor, a falsidade e a vingança. Sentimentos frequentes e comumente encontrados na espécie humana.


  • 12 de Novembro de 2015
  • Reformas, proteção e coragem.

Nesse mês de novembro ou início de dezembro pretendo fazer uma reforma geral nos meus canis. Manutenção, nova pintura e melhoramentos. Renovação. Por falar nisso estou com novidades no plantel. Importei um belo macho azul da Europa. Mas é novo, filhotão e mais tarde tiro fotos dele. A forte Morgana está no cio. Será a primeira vez que ela cruzará. Penso em duas opções para ela: o Highlander ou o Excalibur. Essa semana decido.
Os filhotes do Highlander com a Alice estão próximos de nascerem e serão especiais. Essa semana ocorreu um fato notável que se fosse filmado poderia ser enviado para algum programa de TV. Nós temos 3 gatos. Uma gata é a Sunny. Vermelha. Apareceu há 2 anos no quiosque. Vira algo vermelho, peludo, em cima de um jornal. Era uma filhotinha. Não sei como chegou aqui. Ela se mostrou inteligente em sobreviver e com sorte pois naquela noite não soltara americans naquela parte do terreno. Ela foi recebida com amor e levada para dentro de casa. Cresceu e um dia, já adulta, sumiu. Voltou uma semana depois. Os dias foram passando e notamos que estava grávida. Aquele período de desaparecimento foi para uma aventura amorosa. Nasceram duas gatinhas e um gatinho e nunca soubemos o paradeiro do pai. Os filhotes nasceram em cima de nossa cama. As duas fêmeas foram doadas e o macho que escolhemos para ficar foi mais tarde castrado e se chama Tiguinho. Ele parece um tigrinho vermelho. Está agora com 8 meses. É meigo, querido, nos procura e atende pelo chamado. Transita ao redor da casa e não desce ou sobe no terreno em áreas onde enxerga os americans. Aprendeu esses cuidados com a sábia mãe. Mas agora vem o fato. Essa semana o meu empregado não fechou direito a porta do canil onde está o Texas. Ele subiu e encontrou o Tiguinho de surpresa perto do pedreiro que estava perto da casa. Ele abocanhou o Tiguinho que miou apavoradamente. A Sunny estava perto e saltou nas costas do Texas. Ele soltou o Tiguinho para pegar a Sunny. Enquanto isso o Tiguinho atingiu o alto de uma árvore. E a Sunny escapou. Depois de dois dias ela apareceu à noite. Procurou o Tiguinho e o lambeu. Dormiram juntos. Uma mãe corajosa foi tudo o que o Tiguinho precisou. Felizmente o Texas perdeu. Venceu a coragem, a pureza e o bem. O instinto de proteção talvez seja a mais virtuosa, digna e importante força do reino animal.


  • 25 de Outubro de 2015
  • Evolução das ninhadas...

As tres ninhadas, cada uma com suas características, estão excelentes. Os da Seattle serão fortes e mais compactos, embora só o tempo nos dirá com toda a certeza pois é a 1a vez que faço esse cruzamento. Os da Queen já estão com mais idade e começaram a comer sozinhos ontem, embora ainda procurem a mãe para mamar. A Queen já não está com tanta vontade de alimentá-los pois os dentes já iniciam a machucar as mamas. A Spartha está com mais leite do que a última gestação. Acreditamos que tenha sido pela vitamina que demos a ela em todo o período gestacional. Enfim, todos estão ótimos e felizes. Cruzei na semana passada a Pit Blue com o Excalibur. Repeti esse cruzamento e não dei descanso para a Pit. Fiz isso porque ocorreu um fato inédito na minha vida de criador. Na ninhada recente que a Shadow e a Pit tiveram filhotes na mesma época ocorreu uma briga entre ambas. A Shadow conseguiu abrir uma porta que dava acesso ao canil (ela estava solta com a Endy no pátio) e logo em seguida abriu a porta onde a Pit estava com seus filhotes. A Pit e a Endy brigaram com a Pit (A Shadow e a Endy vivem juntas no mesmo box e são aliadas - a Shadow é filha da Eny) e a machucaram bastante. Quando cheguei no local a Shadow cuidava dos filhotes como se fossem seus. A Endy estava no pátio tranquila e a Pit estava se recuperando num box vazio. Interpretando o ocorrido: como a Shadow havia sido separada de seus filhotes há dois dias na ânsia de recuperá-los e protege-los julgou que aquele choro era de seus filhos. Brigou com a Pit para salvá-los e assumiu a ninhada que nem era sua. Daí eu fiz o seguinte: já que queres tanto e machucastes a Pit cuide então da ninhada enquanto a Pit se recupera. De fato a Pit não tinha condições de se movimentar já que ficou muito lesada pelas mordidas das duas. Agora, forte e linda como nunca, a Pit terá uma ninhada para cuidar de fato. Vou tirar umas fotos dela para verem como ela está linda. Por falar em fotos, hoje não tirei mais fotos porque estive envolvido com a cirurgia que minha filha fez. Bem, a chuva tem sido intermitente e, se o dia de amanhã deixar coloco mais fotos. O que aconteceu entre a Shadow e a Pit é uma demonstração de que o american é fiel, corajoso e resistente. Nunca um american de minha criação atacou um familiar ou amigo de familiar. Muito menos uma criança. Por mais protetor que seja com seus filhotes nunca uma fêmea rosnou para mim ou para minha esposa quando manipulamos com os mesmos. Falo isso apenas para não ficarem impressionados. Pensem no que fariam se um de seus filhos estivesse sob ameaça. Viraríamos feras. É natural que algo assim possa acontecer pois a natureza exige que protejamos nossas proles visando a preservação da espécie.