Diário Canino

Esta seção terá notícias mais objetivas sobre assuntos ligados ao Canil New Kraftfeld.

  • 17 de Agosto de 2017
  • Quem é o American Staffordshire Terrier?

Um amigo que possui dois americans que adquiriu de mim e reside no RJ me enviou uma mensagem para que visse um depoimento de um criador no facebook. Nesse depoimento o criador fala transparecendo, em seu entendimento, de sua experiência de quem cria há muitos anos. Comenta de que se decepcionou com os americans vindos da Europa e que a raça na verdade é americana. Esse criador já adquiriu vários americans meus. Um desses americans ele vendeu e depois comprou de volta após saber que o mesmo havia sido Best in Show numa exposição. Cheff Chabar New Kraftfeld que combinava um macho de genética Keystone e Fraja com a do casal Red Byron e Tatcher que havia importado dos USA. Atualmente êle possui em seu plantel uma fêmea linda que adquiriu de outra pessoa e é também de minha criação e com genética americana. Se chama Yara New Kraftfeld e é filha do Highlander com a Europa. O que me chamou atenção em seus comentários foram os seguintes aspectos. Primeiro foi a decepção total com o sangue Kings of Rings e com o Long Step. Fiquei impressionado porque há 2 anos atrás ele enaltecia como o que de melhor existiria. O outro ponto que me chamou atenção é que afirmava que êle e talvez mais 2 ou 3 seriam os criadores respeitáveis. Não sei se estou entre esses 3, talvez até esteja pois esse criador já me elogiou e foi o que me vendeu o Texas e a Celta que adquiri justamente para experimentar essa genética nos meus cruzamentos. Ambos são irmãos de ninhada e são filhos de um casal que possui essa genética premiada européia. Apesar de meus americans terem sido sempre americanos me motivei em experimentar essas linhas de sangue em certos cães para ver o que aconteceria. O que me deixou perplexo é que ele afirma que esses cães não possuem qualquer valor. Que ele investiu 20.000,00 em cada um e que até dera de presente ou coisa parecida. Ou seja, seria um material genético totalmente descartável. Do 8 para o 80. Do melhor sangue para o pior. Outro ponto interessante seria a questão de ser um cão de combate. Isso foi o que disse o criador que conheci pessoalmente apenas uma vez mas já falei por telefone e sempre foi atencioso comigo. Chamou atenção de forma enfática: é um cão de Combate! E em todo o depoimento repetidamente vociferava palavrões e portava em uma de suas mãos uma garrafa que creio ser de cerveja. Bem, meu comentário aqui não é para falar mal desse criador que não citei o nome mas que seria fácil descobrir. Estou comentando porque seu depoimento tem muitas visualizações e seus amigos o aplaudem e idolatram muitas vezes. Estou fazendo o comentário que farei logo a seguir por uma única razão. Por ser criador há 26 anos a raça AST me sinto no dever de dar aqui a minha visão. Ela está alicerçada em anos de estudo e experiências. Como de fato realizei dezenas e dezenas de cruzamentos nesses anos e tendo enviado cães para todo o Brasil nesses anos aprendi muito com o estudo dos resultados. Observei variantes de estrutura e comportamento. E percebi importantes detalhes do que é transmitido genéticamente na área do comportamento. Tenho formação em Psiquiatria e o comportamento animal sempre me chamou atenção especial. Sou músico de forma amadora e sou ligado à estética das formas. Isso me remeteu sempre à beleza da estrutura o que me leva a dar importância para a beleza do fenótipo. Genética e fenótipo são para mim as bases e o comportamento o ápice pois sem mente nada somos. Um cão maravilhoso com comportamento desregrado ou belicoso não serve para conviver em sociedade. 

Aí que surge a necessidade que tive de opinar. Eu discordo com o criador que teceu esse comentário. Quem é um cão de combate é o Pit Bull e ainda assim em seus primórdios. É fácil saber dessa realidade. Basta pesquisarmos como surgiu o Pit Bull. Foram usados cães no século 19 para serem utilizados em combates inicialmente com touros e depois que o Parlamento Ingles proibiu essas apostas os jogadores passaram a usar clandestinamente a luta entre cães. Eram chamados de Bulls and Terriers. A seleção era a aptidão para lutar. Ocorre que com o passar dos anos, depois que esses exemplares chegaram nos USA no despertar do século 20 a idéia seria um reconhecimento junto ao American Kennel Club ou AKC que seria filiada à FCI na Bélgica. Para isso acontecer se estabeleceram padrões físicos e de comportamento para que essa raça fosse aceita e em 1936 o Pit Bull se ramificou. Seguindo o caminho do AKC e da FCI seria o American Staffordshire Terrier e se persistisse o caminbho do Pit Bull se manteria na UKC (United Kennel Club) mas não aceito pela FCI. Os novos padrões físicos e de comportamento é que nortearam essa mudança. Detalhes específicos podem ser vistos no padrão da raça que pode ser lido no meu site ou no site da CBKC.

Mas urge lembrar que a "qualidade" para combate deixou de ser vital. O verdadeiro american staffordshire terrier deve ser um cão fiel, afetivo, capaz de conviver com outros cães, totalmente confiável e equilibardo. No entanto essas virtudes  que foram obtidas inúmeras vezes em várias linhas de cruzamentos podem ser facilmente alteradas com poucas gerações de cruzamentos mal escolhidos. Está nos gens dos americans o que seu ancestral fez. Do mesmo modo que está em nossos gens o comportamento dos primeiros seres humanos que eram caçadores-coletores. Existe dentro de nós humanos a capacidade para matar, para combater, para destruir ou para construir e sublimando nossos conflitos criar a civilização.

Não podemos desejar que o American seja um combatente. Mas sim um corajoso. E para finalizar eu gostaria de aconselhar a todo e qualquer criador desse mundo: não joguem fora os cães e suas genéticas que possuam virtudes. Esqueçam os defeitos. Fixação em defeitos e eliminação do plantel é um sintoma de transtorno obssessivo compulsivo. Devemos fixar o que é ótimo através de cruzamentos seletivos e irmos diminuindo a incidência do que não desejamos. Essa é a arte e a beleza de criarmos e "brincarmos de Deus" sem sermos. O trabalho seletivo é repleto de beleza. Tanto na parte física como comportamental. Gerar um american pacífico não significa roubar sua coragem. Vejam Mahatma Gandhi. Era franzino, liderou um movimento pacífico de não violência e derrotou a Inglaterra libertando a India do colonialismo. 

O american staffordshite terrier segundo os primórdios do que se pronunciava a seu respeito deve ser um cão compacto, de tal forma que pareça a quem esteja vendo de frente um exemplar que pareça ter muita concentração de massa e força nesse espaço. Sua coragem é proverbial. E o verdadeiro corajoso sabe quando usar sua força.

Espero não ter agredido a ninguém e muito menos criado algum ressentimento de quem se sinta eventualmente atingido. Quero deixar bem claro ao criador que estou comentando que nada tenho contra êle mas que me sinto no dever de defender uma raça que crio há tantos anos com amor e ciência. Não quero que pessoas desavisadas enalteçam o comportamento belicoso em detrimento do equilibrado. Não quero que cruzamentos sejam feitos para fixar o que existiu no passado para outra finalidade. Hoje queremos cães que possamos levar em praças públicas com nossas crianças. Até para evitar que as autoridades interpretem que diante dessa índole de "combate" seja uma razão dessa raça ser exterminada como alguns políticos defendem. Uma raça criada em laboratório que a qualquer momento possa atacar seu próprio dono. 

Já bastam os ignorantes e políticos que em qualquer episódio em que um cão de nossa raça morda associem à uma índole nata para atacar. Por isso nós, como criadores, devemos ser os primeiros a não desejar que sejam cães de combate. Sei que és professor de luta marcial e que deves por isso te identificar com esse lado da raça. Mas o pitbull não escolheu ser assim. Foram os homens que selecionaram os cruzamentos para gerar esse comportamento. Sejamos responsáveis em nossos cruzamentos e esqueçamos essa palavra chamada combate.


  • 09 de Agosto de 2017
  • A chuva e as fotos.

Minha intenção era tirar fotos hoje da ninhada que tive da Pit Blue com o Excalibur. Mas a chuva, embora fina e fraca me desestimulou. Mas amanhã creio que conseguirei. Tenho reservas feitas mas creio que alguns poucos ficarão disponíveis. Bela ninhada de azuis. Tres machos e quatro fêmeas. A Pit teve problemas para amamentar novamente mas desta vez por outros motivos. Estava com anemia e com pouco leite. E a Shiwa que havia cruzado mas não engravidou estava com leite. Fiz uma experiência e ela assumiu a ninhada. A Pit escapou de cuidar. Esperta. Creio que ela simulou essa anemia. Deve estar ligada ao Temer ou ao PT. 

Deixando as brincadeiras de lado diria que a Seattle está grávida e também do Excalibur. Devem nascer por volta do dia 20 deste mes. A Spartha deve estar grávida do Steppenwolf. Experiência nova ao contrário do casal Excalibur com Seattle que estou repetindo. A Navaja cruzou com o River há poucos dias e a Ronda com o Colt.  Eu adoro fazer minhas experiências em cruzamentos visando novos americans de qualidade genética e estrutural. Preservando sempre os temperamentos equilibrados. Tenho em torno de 30 americans adultos no meu canil. Achava que fosse muito. Mas outro dia me falaram de criadores de outras raças que chegam a ter 300 exemplares. Eu não imagino essa realidade para mim pois não teria tempo de conversar com cada um e soltar de forma revezada a todos. Isso eu chamo de comércio e incompatível com uma criação que respeite os animais e a ligação conosco. Todos os dias minha esposa visita cada canil duas vezes ao dia para interagir com eles. Eu o faço todos os dias e nosso empregado idem. Por isso são felizes pois percebem que são amados.

A melhor maneira de alguém falar a meu respeito é me conhecendo pessoalmente e ao nosso trabalho. Olhando nos olhos e vendo o nosso plantel. A forma como nossos cães são e se comportam. Todos os que nos visitam falam, sem excessão que ficam surpreendidos com o comportamento equilibrado dos nossos exemplares. Isso não caiu do céu. A melhor forma de opinar a nosso respeito é falando, perguntando e dizendo o que pensam frente a frente, como todo o homem de bem faz. Os covardes falam sem se identificar, movidos pela inveja e fraqueza. Os fortes e dignos conversam de frente e analisam antes de falarem. Para um bom entendedor meia palavra basta. E para aquele cujo chapéu serviu vale o recado.

Quero agradecer os depoimentos que aqui ou ali chegam e as manifestações de amizade. Muitos me cobram porque não tenho ido em exposições. Estou ainda arredio. E não é por falta de exemplares. Tenho vários para competir. Mas ainda não me sinto a vontade de conviver novamente nesse ambiente contaminado por vaidade e competição desenfreada. Talvez encontre um meio termo e apareça uma hora dessas. Por seis anos vencemos o Ranking. Creio que mereça férias. Apesar dos inimigos acharem que não esteja indo por não ter cães para vencer eu não me importo com isso. Disseram isso em 2009 e eu ganhei em 2010. Sei que essas provocações partem dos ignorantes mas faz parte do circo e da natureza humana. Seja como for, sei, mais do que ninguém que em cada ninhada vários seriam campeões se treinados para isso. Meu compromisso é com a raça, comigo e com as pessoas que recebem nossos americans. Nunca com os inimigos. Provar a vida inteira é desgastante e sem nenhum nexo para mim. O que interessa é que eu sei do nosso trabalho, do material genético que temos, do potencial de cada cruzamento e da experiência que 25 anos de trabalho nos dão. E do amor que nutrimos pelos cães e o respeito pelas pessoas que entram para a família New Kraftfeld. Mais importante do que vencer exposições, embora tenhamos vencido, é a alegria que sentimos ao deixar famílias felizes. Por isso se pudesse ter 1000 americans no meu plantel e gerar 10.000 filhotes eu faria com prazer. Mas isso é utópico. Não conseguiria sem me multiplicar.


  • 02 de Agosto de 2017
  • Hunter deixou suas marcas!

Antes de descobrir o cancer que nos levou o querido Hunter um amigo que adquiriu uma fêmea irmã de ninhada do Excalibur e que reside em Santa Catarina me procurou. Sua fêmea estava no cio e desejava cruzar com um dos meus americans. Na ocasião eu neguei porque estava com ninhadas e tenho minhas reservas em de fazer parcerias. Veio depois outro cio e ele voltou a tona me falando do mesmo propósito. Ele é uma pessoa especial, um veterinário dedicado e um ser humano sensível e que ama os cães. Ele trouxe a "Gringa" como êle a chama, uma dourada clara que cruzou então com o Hunter. Isso me fez agora estar com uma ninhada de 6 machos maravilhosos. É a primeira ninhada dela. Essa semana tirarei as fotos do que será a última ninhada do Hunter. Ficarei obviamente com um desses machos. Adianto que são especiais mesmo!!! Alguns blue fawn, um blue brindle e um tigrado.


  • 28 de Julho de 2017
  • Fazendo meu marketing

Não se pode perder a oportunidade de um bom marketing. Principalmente quando surge independentemente de nossa ação. Ao natural. Na última revista Caras (julho de 2017) o casal Ronnie Von e Kika mostraram sua mansão e foram entrevistados. E para minha alegria colocaram a New Kraftfeld Princess junto com êles. Com tantos americans nossos escondidos por todos os cantos do país nos alegra ver uma filha de nosso trabalho e amor aparecendo nos holofotes. E ela é linda! Bela Blue fawn filha da Ronda New Kraftfeld com o Steppenwolf Spirit of Victory (importado da Europa). 


  • 25 de Julho de 2017
  • Vídeo, tristezas e alegrias...

Coloquei o vídeo da ninhada da Celta com o Monster. Lindos! Eu deveria fazer um vídeo de todas as ninhadas. É uma falta minha mas haja tempo para fazer todas as coisas que faço num dia! Das primeiras horas da manhã até a noite não paro. Embora deixe o site o mais atualizado que consigo tenho muitas idéias que ainda colocarei em prática. Gostaria de fazer um vídeo de todos meus americans que estão comigo para que passe de uma só vez. Gostaria de completar a parte referente ao memorial para homenagear os queridos e queridas que já partiram e estão em nossos corações. Essa parte eu creio que saiba porque está difícil de fazer pois chorarei repetidamente na hora de homenagear cada um. Esse mes foi difícil para nós. Apareceu um tumor no pescoço do Hunter. O diagnóstico após a cirurgia e o citopatológico evidenciou carcinoma. O RX sugeriu que fosse de esôfago mas na verdade era de tireóide comprimindo o esôfago e a traquéia. Por isso ele tinha dificuldades respiratórias e começou a se engasgar. Depois da cirurgia e da retirada de 90% do tumor ficou com uma traqueostomia. Passou a respirar bem e a comer. Ganhou peso e corria no hospital onde ficou internado. Mas quando a nova cirurgia foi realizada para mexer na traquéia o veterinário disse que a situação piorou e que ele não conseguiria viver sem a traqueostomia e uma sonda gástrica. Teria que ficar sempre preso no canil. Logo ele cheio de vitalidade que gostava de morder de tudo. O alimento deveria ser passado no liquidificador e colocado por seringa no estômago. Ele não poderia mais engolir nada. O prazer de comer ou morder algo não mais teria pois nada poderia engolir. E essa situação triste e sofrida seria por pouco tempo fora o risco que certamente aconteceria de ele arrancar a sonda que conseguiria alcançar no abdomen gerando dor e novas cirurgias. Ele disse que a indicação seria eutanásia. Eu e a Ida não podemos falar no Hunter sem chorar e agora mesmo estou com os olhos marejados. Difíceis esses últimos 30 dias que foram mesclados também com alegrias. Morte e nascimentos. A renovação da existência. O mesmo que um dia acontecerá conosco e nossa eternidade ocorre através de nossa descendência. George Harrison disse numa canção que um dia deveremos descobrir que somos um e a vida flui em nós e independentemente de nós. A vida é o nosso bem maior e com a maturidade aumentei meu amor pelos cães e pelas pessoas que conservam sua humanidade.

Eu quero agradecer ao Valcir Mohr que um dia, não podendo mais ficar com o Hunter me devolveu aquele que era seu amigo e se tornou inesquecível entre nós. Lembrarei sempre do Hunter mordendo uma madeira que encontrasse no pátio, brincando com uma caixa de plástico como se fosse uma criança. Seu olhar terno e destemido de uma pureza rara entre as pessoas. Nunca aceitei as perdas em minha vida dos seres animais ou humanos que perdi. E desta vez não será diferente.


  • 16 de Julho de 2017
  • Felicidade

O Steve Wozniak foi aquele moço que se associou ao Steve Jobs há 40 anos atrás para fundar a Apple. Êle esteve em Porto Alegre. Eu assiti sua palestra. Perguntaram para ele qual seria a mensagem que deixaria para nós ao se despedir. Êle falou:

"Faça o que está no seu coração, siga seu coração. Aproveite, divirta-se com tudo que você fizer na vida. E não tenha uma meta a ser alcançada, como juntar determinada quantidade de dinheiro, fazer sucesso. Sucesso é felicidade. Felicidade são coisas emocionais. faça coisas que lhe façam sorrir e não se aborreça, não discuta, não brigue, não entre em conflito. Se alguma coisa der errado, se o seu carro for arranhado, apenas pense que os carros arranham. E leve a vida leve. Se você tem uma cabeça leve, será feliz com ou sem sucesso nos negócios."

Eu refleti sobre essas palavras e conclui que são belas e tem sentido até certo ponto pois é difícil não termos metas e não nos aborrecermos quando o carro arranha. Para êle que é milionário essas questões materiais são de fato irrelevantes. Concordo que devemos ter a cabeça leve e evitarmos as discussões. Que a felicidade é algo emocional também é verdade. Podemos ser felizes numa cabana e infelizes num castelo. Podemos na riqueza estarmos doentes e nada significará o dinheiro se a vida estiver ameaçada ou sermos pobres mas corrermos num campo de futebol da vila, plenos de saúde e comemorarmos depois da partida, cheios de vitalidade sorrindo com os amigos. A maior riqueza é a saúde física e mental. E quem tem saúde mental tem mais chances de ser feliz e superar as adversidades. Eu complementaria dizendo que quanto mais complexa é a nossa vida mais difícil será a felicidade. Quanto mais elementos colocarmos na nossa existência que sejam importantes mais dependentes seremos dos mesmos para sermos felizes. Buda já dizia que são nossos desejos que nos geram infelicidade. E sempre teremos muitos desejos se nossa vida for ampla, diversificada e multiplicativa. Por isso Jesus enaltecia as pessoas simples e puras porque veriam o reino dos céus. Esse reino creio que esteja aqui para aqueles que tiverem sabedoria.

Uma canção recente da banda Radiohead chamada "The Numbers" possui uma letra muito inspirada. Procurem na internet e ouçam. Thom Yorke canta numa parte da canção que "nós somos da terra e para ela retornaremos; o futuro está dentro de nós; não em outro lugar qualquer". Eu acredito que a felicidade está de fato dentro de nós. Mas não é fácil descobrirmos esse tesouro e deixá-lo incorruptível em meio a uma sociedade desumana, entrópica e autodestrutiva. Todos nós um dia fomos felizes na infãncia pois uma bola ou uma boneca nos deixavam felizes. Olhem o que a sociedade fez conosco!


  • 08 de Julho de 2017
  • Realidade atual dos filhotes

A Celta está tranquila como sempre. Atendendo bem os filhotes que já começam a se alimentar sózinhos, embora timidamente. A Alice está também equilibrada e atendendo bem sua ninhada. Introduzimos a ração pastosa para eles e estão começando do mesmo modo que os da Celta. A Sunday igualmente se revela uma boa mãe a despeito de ser novata. Amanhã tiro as primeiras fotos individuais dos filhotes da Sunday e renovo a dos demais. Farei isso no decorrer da tarde. Devo terminar no final da tarde ou início da noite. Amanhã estarei sem ninguém para nos ajudar. A Ida irá dar a comida e cuidar dos filhotes (hoje de tarde fui eu) e lavarei todos os canis (folga de nosso ajudante) e são 30 para limpar. saio para almoçar com a família e ao retornar tiro fotos. Depois edito os tamanhos e seleciono para depois classificar, dar nome aos arquivos e enviar para o site. 

Hoje meu filho fez prova para trocar de faixa no Muay Tay. Está com 17 anos. É muito dedicado. Trocou de faixa, Pai tem que participar e fiquei 3 horas lá assitindo. E não visitei minha netinha essa semana que está com quase 3 meses. A vida nos apresenta tantos caminhos, possibilidades e ao mesmo tempo temos que ultrapassar os desafios que se apresentam. Vida louca, vida breve, já que eu não posso te levar quero que você me leve (Lobão).

Sofri muito nos últimos 10 dias com a situação do Hunter. Mais ainda tenho esperanças. Apareceu um tumor que comprimia a traquéia e o esôfago. Por isso sentia dificuldade para respirar. Pensei que fosse uma infecção respiratória porque a respiração dele estava ruidosa, com estridor e as vezes acompanhada de tosse. A cirurgia foi longa. Durou 4 horas. O material foi enviado para exame histológico. Se for maligno não sei se terá indicação de quimioterapia pois dependerá do tipo de tumor. Seja como for ele está internado mas respirando bem. Farei o que estiver ao meu alcance para dar a melhor qualidade de vida possível para ele. Noto o quanto os amo porque quando acontecem esses fatos só de pensar meus olhos ficam marejados. E percebo que isso não é só comigo. Pessoas me relatam as dores que sofreram com a perda de seus cães. Relatos comoventes. Essa semana recebi fotos de um filhote que entreguei pessoalmente para um advogado que perdera seu cão já velhinho. Ele me disse que chorou muito. Hoje está feliz e até colocou a foto do filhotinho em seu perfil do whatsapp. Essa semana um simpático casal de São Paulo veio conhecer nosso plantel e o filhotinho que reservaram. Juntaram esse passeio a uma visita a Gramado e Canela. Olhavam o filhote com 20 dias como se fosse um filho. Foram sensíveis, educados e mostraram uma alegria contagiante. Essa é a minha maior motivação para criar a raça que mudou a minha vida. Nesses 25 anos aprendi com eles que o amor é destituído de exigências pois basta-se a si mesmo (Kalil Gibram).


  • 07 de Julho de 2017
  • Ressurgimento!

Quanto tempo que não escrevo aqui. Mas estive presente em outros setores do site. Bem, muita coisa aconteceu nesse período. Pessoas novas conheci por telefone, fotos, whatsapp, e-mails e até presencialmente que adquiriram filhotes e entraram para a família New Kraftfeld. Ficamos felizes e orgulhosos pela confiança e amizade obtida por essa ponte de amor entre a criação e os que amam os cães, a vida, a raça AST. Enfim, nesse período tivemos alegrias e também preocupações e muito trabalho. Nesse momento estamos com 3 ninhadas no site. Lindos filhotes. Em cada ninhada podemos acompanhar o desenvolvimento dia a dia e vão surgindo diferenças físicas. A Alice está alimentando menos os filhotes desde ontem. Estão agora com 20 dias. Hoje experimentamos oferecer a papinha e eles foram ávidos no pote. Ficamos aliviados quando isso acontece. Isso é um ótimo sinal em termos de sobrevivência. Já vamos dar a 1a dose de vermífugo. Uma dose baixa. Os da Celta já começaram a comer a papinha. Uma só que está menor dos que os demais e merece uma atenção especial. estamos dando para ela um composto em latinha chamado AD. É bem cara. Uma latinha pequeneninha custa 20,00. Mas vale a pena. Nós não economizamos com os nossos americans. Mesmo a Kay que está velhinha recebe ração de ponta. Todos merecem o melhor. A Sunday está com lindos filhotes também. Marcações diferentes. Vou tirar nesse fim de semana as fotos individuais dessa turminha. São lindos. É bom beijar um filhotinho e conversar com ele. Principalmente com os adultos é fundamental pois algo subliminar ou subconsciente passa para o cão e ele entende senão tudo algo de importante que pode deixá-lo mais tranquilo ou feliz. Minha esposa costuma dizer para um cão: vou te soltar de tarde! Eu gosto de dizer: bonitinho! ou bonitinha! e apertar o focinho de leve. Passar a mão na cabeça. Noto que muitas pessoas me passam informações importantes do quanto aquele american passou a significar muito para essa família. Isso para nós é o que mais nos motiva a criar. Beijos a todos os amigos que conquisto e esperem as fotos que colocarei nesse fim de semana! Obrigado por vocês existirem pois dependemos uns dos outros e a alegria de um contagia o seu ambiente e talvez o universo!


  • 25 de Abril de 2017
  • Análise de ninhadas atuais e vindouras.

Nesse momentro estamos com uma ninhada muito interessante para quem deseja ou aprecia o sangue do Red Warrior Dinasty Highlander. A SHIWA é filha da Kate com o Highlander e o ARON é filho da Sherwood (filha do Highlander com a importada Europa) como Hunter. Tenho certeza que vários filhotes dessa ninhada serão para show. Eles irão mudar muito com o desenvolvimento pois possum muita qualidade genética. Fora essa ninhada está para nascer uma ninhada da SHADOW com o COLT nos próximos dias. Esse ano estou realizando cruzamentos especiais. Cruzei a CELTA de genética européia premiada e de muita estrutura com um american que não conheço mais forte, o MONSTER. Se não nascerem americans muito fortes em estrutura e cabeça nessa ninhada será uma surpresa que certamente não terei. O Monster é filho da Europa que é uma das fêmeas mais fortes que conheci com o Highlander que é filho de um dos melhores padreadores americanos. Essa ninhada é para a metade do mes de junho. Outro cruzamento especial é o da SUNDAY. Ela tem 3 anos e nunca cruzei. Ela é filha da THORA (irmã do TOTTENHAN) com o HIGHLANDER. Cruzei com o TEXAS (irmão da Celta) de genética européia premiada. E nos próximos dias cruzarei a PIT BLUE com um filho do Cielo com a Máphia de minha criação que está com um amigo. Mas isso não está totalmente decidido. Estudo outras opções. Enfim, belas possibilidades para quem deseja americans de verdade em estrutura, genética, temperamento e tradição pois nesses cruzamentos encontramos a solidificação de um trabalho seletivo.

Nas fotos abaixo visualizarão os americans envolvidos nesses cruzamentos.


  • 05 de Março de 2017
  • Alegria pela alegria!

Fico feliz com uma realidade que se torna um alicerce de estímulo na minha vida. E esse estímulo se chama alegria pela alegria. Quando eu percebo a alegria das pessoas ao receberem e curtirem o filhote, quando noto no olhar de uma criança que pega o filhote nas mãos, fita os olhos do pai que propicia aquele presente único e que impreganará a sua mente e alma para o resto da vida, algo surge em meu coração. É uma alegria ímpar, indescritível e inefável. É ser compassivo e vibrar em uníssono com o som que nasce do íntimo daquele menino ou menina. Daquele pai ou mãe que alegremente propicia aquele momento que se eternizará. Falo isso porque o maior presente que uma criança pode receber de um pai ou mãe é o seu cãozinho. Na pureza da criança que nada julga e está com sua mente livre ocorre uma fusão e uma complementação. A amizade irrestrita e sempre presente de um cão e, no caso cito o american que reune esses predicados, nunca se apagará nas cadeias de pensamentos dessa criança e repercutirão em sua vida futura. Em razão disso eu afirmo que caso um cão faleça não pensem duas vezes. Busquem outro. A criança e até mesmo o adulto ficarão eternamente com uma mácula, uma chaga, uma dor que só poderá ser atenuada com outro filhote que ajudará a superarmos a dor e transcendermos para uma outra realidade afetiva.

Quando eu tinha cinco anos de idade meu pai nos USA, cidade de Baltimore, me presenteou com um filhotinho. Poucos dias depois esse amiguinho veio a falecer. meu pai não o substituiu. Passei a vida desejando um outro cão mas meus pais diziam que faria sujeira num apartamento e não deram importância ao meu pedido. Eu reprimi aquele sentimento e nunca mais falei e calei aquela dor nas sombras da mente, na escuridão dos porões do inconsciente. Até que depois de adulto eu abri uma imensa janela na minha vida, capaz de sublimar qualquer conflito e de compensar com juros e correção a carência de anos. Uma luz entrou em minha vida. Me tornei criador e noto que esse impulso imenso que me faz perseverar nesse intento nasceu de uma perda. A perda de um amor. E no amor que sentimos por cada filhote está incutida a certeza que aí está a semente de uma alegria e a possibilidade de uma redenção, de um salto quântico, de uma necessidade de termos um companheiro ou companheira que pouco nos pede e nos dá tanto. 

Assim eu sinto a alegria pela alegria de cada pessoa que ingressa na família New Kraftfeld. Ontem entreguei um filhotinho para um pai orgulhoso e feliz para seu querido filho. Pude ver mas nas fotos que recebo de tantos cantos do Brasil sinto o mesmo. Obrigado a todos por existirem. Todos necessitamos uns dos outros. E os cães precisam do homem que o chamou para sua vida.


  • 19 de Dezembro de 2016
  • Natal

Minha irmã é muito religiosa. Ela diz que no Natal comemoramos o nascimento do menino Jesus. Ela acredita nessa tradição. E me critica pelos momentos que tenho pouca fé. Houve uma época que estudei astrologia e aprendi a fazer os cálculos e descobrir minha carta natal. Sem computador e consultando as efemérides. Tive um astrólogo que me ajudou a aprimorar os conhecimentos que adquirira auto-didaticamente. Foi então que descobri que meu sol estava em Virgo quando nasci e meu ascendente seria Peixes. Foi aí que descobri meu conflito eterno. Quando uso o lado critico de Virgem que deseja provar tudo pela razão questiono a existência de Deus num mundo de tantas injustiças e sofrimento. Quando uso meu lado de Peixes, regido pelo intuitivo planeta Netuno sinto a presença de algo maior e intuo a presença de algo maior.

Depois de tantos anos em meus debates internos sobre Deus eu cheguei a uma conclusão. Minha conclusão é que não existe, pelas nossas capacidades limitadas nenhuma condição de concluir a respeito de um tema tão complexo. Podemos adotar crenças e segui-las. Podemos entrar para uma religião e acreditar nos conceitos ensinados. Mas nenhuma religião é perfeita pois todas foram criadas pelos homens. Como Krisnamurti disse em um de seus discursos a descoberta de Deus enquanto uma repetição de conhecimentos adquiridos não é uma experiência divina, mas uma cópia e não é a experiência de iluminação.

Creio que a descoberta de Deus, se existir em nossas vidas, deva ser um processo individual e legítimo e nunca uma imposição por dogmas. Não creio nesse Deus que está sentado em algum lugar do universo nos observando como um pai e nos premiando ou punindo. Nem acredito num Deus que exija adoração.

O conceito de Deus deve ser algo muito maior que abarque o universo e não nossas idéias repetitivas e arcaicas. Deus sendo bondade infinita naturalmente compreende nossas limitações e jamais exigiria ser adorado como um Ser narcisista. Muito do que lemos na bíblia foi distorcido pela tradição oral. Jesus não deixou nada escrito. Mas os cristãos acreditam que tudo que está na bíblia é a palavra de Deus. Isso nos dá segurança. Saber tudo o que Deus pensa é bom. Mas ninguém me convence de que Deus pensa conforme está na bíblia. Muito do que está no Novo Testamento, no que se refere às palavras de Jesus é compatível com a idéia de um Deus bondoso e justo. Mas dizer que a bíblia seja o que Deus pensa é reduzir a Deus. Tem um trecho em que o evangelista João diz: se fosse escrever tudo o que Jesus disse e fez não caberia em todos os livros do mundo.

Por isso penso que o importante é fazer o bem, levar uma vida íntegra e correta, Tentando fazer o melhor que consigamos. Respeitando a nós mesmos e aos nossos semelhantes. Deus existindo Ele estará conosco. Não precisamos seguir qualquer religião, embora no ambiente religioso podemos encontrar ótimas pessoas para sermos amigos. Penso que quando amamos nós entramos em comunhão com algo maior e esse é o ensinamento de Jesus. Sua vida foi de amor e renúncia. Morreu por um ideal. E é isso que eu celebro no Natal.

Jesus disse: se tiverdes fé farás o que eu fiz e muito mais. Isso me inspira a pensar que Deus estaria em Jesus e em todos nós e não num Ser separado. Somos nós, como nossas mentes que construimos um céu ou um inferno em nossas vidas. Mas, se depois dessa vida, haverá outra eu não sei. Respeito quem assim pense. Os espíritas acreditam na reencarnação assim como os budistas. Os cristãos em uma só vida e depois a que teremos ao ressucitarmos que nem Jesus. Os islâmicos acreditam que iremos para um paraíso com muitas mulheres. Eu não sei. Gostaria de saber. Tomara que seja um lugar e feliz se existir.. E se houver chopp, música e muitas mulheres melhor ainda. E alguns americans.


  • 04 de Dezembro de 2016
  • Uma cantina maravilhosa!

Hoje sai com a família para procurar um local diferente para almoçar. Minha intuição era de que se seguisse em direção ao Lami encontraria um local diferente e bom. Pois tinha razão. Indo pela Av. Edgar Pires de Castro, ao chegar no número 10.853 encontrei a CANTINA DO BLAU. Bifê de carnes e saladas num ambiente rústico, com forno a lenha, várias carnes que incluia além da picanha, galeto, vazio, etc. e uma especiaria que procurava há muito tempo que é a carne de javali. E um atendimento excelente por pessoas simples que transmitem uma boa energia. Pedi cerveja mas notei que também havia chopp. Bem gelado. Sobremesa e depois um café bem feito. O valor? R$ 35,00 por pessoa. Retornarei logo!