Diário Canino

Esta seção terá notícias mais objetivas sobre assuntos ligados ao Canil New Kraftfeld.

  • 17 de Julho de 2018
  • Uma ponte renovadora!

Os machos da Ebony me surpreenderam muito. Ainda disponho de dois e são muito fortes e dotados de um super temperamento. Marcante. Corajosos. Alegres e afetivos. A ninhada foi parelha e está quase toda destinada. Hoje uma pessoa do norte ficou com o último filhote da ninhada da Ronda com o Excalibur. São lindos os filhotes da Kate com o Steppenwolf e os da Sweet Queen com o Jack. Preciso tirar fotos da ninhada que não anunciei da Kérbera com o Steppenwolf. Se não chover amanhã farei isso. Linda ninhada pois a Kérbera é dotada de muitíssima estrutura e gerou filhotes excelentes. Não tenho mais cartas debaixo da manga. Apenas uma ninhada por nascer. Agora vou me acalmar. Quero descanso. Me deram muito trabalho e despesas essas ninhadas juntas. Mas muitas alegrias convivendo com os filhotes. E ótimos amigos que ganhamos das pessoas que os adquiriram. Essa alegria não tem preço que pague pois sempre pensei que a criação permite um elo de ligação com novas amizades tendo o american como uma ponte renovadora.


  • 26 de Junho de 2018
  • O momento de tomar uma decisão forte e difícil.

Quando criamos um cão desde filhote nos envolvemos com ele a ponto de fazer parte de nós mesmos. Uma fêmea depois de algumas ninhadas nos mostra como está e a evolução de cada parto e período de amamentação nos revela muito do que significou em termos de desgaste. Não podemos exigir demais de uma fêmea. Pelo contrário, devemos preserva-la e buscar sua felicidade.

Para que possamos agregar mais filhotes ao nosso plantel temos que diminuir algum ou alguns em algum momento. Caso contráro estagnamos como criadores ou somamos um número excessivo de membros ao plantel que torna inviável uma criação que possibilite uma boa qualidade de vida aos seus membros.

Mas os americans não são seringas descartáveis e nos separarmos deles é difícil e gera sofrimento para todos os envolvidos. Quando o faço procuro um local em que possa ficar mais feliz do que conosco. Encaro uma separação como a de um filho que atingindo a maturidade resolva morar em outro país. Por sabermos que ele está bem e podemos visitá-lo nos deixa confortados.

Desta vez decidi doar a Shadow. Ela ainda é jovem e a doação precisa ser numa idade certa. Doar um cão idoso é descarte e naturalmente é desaconselhável. A menos que algo especial aconteça como um amigo que goste muito desse cão e tenha muito interesse de dar todos os cuidados particularmente necessários.

Ela está feliz, num ambiente ótimo e tratada por uma pessoa especial que se apaixonou por ela.

Seu nome é Samantha.


  • 09 de Junho de 2018
  • O tempo passa...e bem frio

Os filhotes estão excelentes. Tive mais ninhadas do que desejava. Ninhadas grandes, muito trabalho e muita alegria de ver tantas jóias. Eu fiz algumas mudanças no site. Antes quando se clicava em arvore genealógica apareciam o nome dos cães e se clicasse em cima do nome abria uma foto. Agora mudei: a árvore já aparece com as fotos e o nome abaixo. Essa mudança ficou pronta essa semana. Portanto irei acrescentando fotos com calma e gradualmente. Ontem fiz a do Colt. Hoje do River. cada dia farei pelo menos um. Então dentro de um mes todos os americans do plantel terão uma árvore com as fotos. 

Os americans são valentes e mesmo com o frio que tem feito enfrentam com coragem as mudanças climáticas. Já vi americans meus dormirem no sereno em pleno inverno tendo a casa próxima. Nunca tive um caso de pneumonia em 26 anos com um plantel numeroso. 

As fotos que coloquei abaixo são da ninhada atual da MORGANA com o ARGOS. 


  • 26 de Abril de 2018
  • Evolução de filhotes!

A ninhada da Califórnia é de machos. Incrível. Só existe uma fêmea que separei para analisar pois é a única e não sei ainda se devo ficar. Estou lotado de americans e para decidir tenho que castrar e doar alguma adulta e entregar para um amigo para deixar solta. E esse processo é muito complicado por razões afetivas. A Kay que era do plantel está bem velhinha e não conseguimos doar porque em duas vezes que foi para a casa de dois amigos diferentes ficou triste e então nunca mais doamos. Então o processo é duplo. Depende de nós conseguirmos superar a separação e o cão se adaptar. Alguns ficam até morrer conosco. Outros mais independentes se adaptam bem e ficam até mais felizes sempre soltos correndo pelo pátio. É preciso criar com responsabilidade e amor. Nunca entregar uma fêmea adulta sem castrar. E sempre dizer para o amigo devolver se tiver algum problema. Nunca abandonar um cão. Isso é um ato de muita crueldade. Voltando ao tema: olhem com atenção os filhotes da Califórnia. Dois tem o rabinho torto. Os demais não. Mas isso em nada implica além de não poder participar de exposições. Isso para quem desejar como pet.


  • 21 de Abril de 2018
  • Chuva e filhotes

Queria filmar e tirar fotos hoje mas o tempo não deixou. Vacinei ontem os filhotes da Alice e os da Cherokee. Demos vermífugo novamente para todos. Os da Califórnia expulsaram vários. Estão todos muito ativos e felizes. Separei a Califórnia dos filhotes hoje. Estavam machucando os mamilos e ela comia a comida deles. Os da Cherokee coloquei numa área com grama e terra. Os da Califórnia estão num box do canil. A Ebony amamenta  e os filhotes estão comendo lentamente. Os da Ronda estão muito bem e começam a abrir os olhos. 

Vou transformar esse espaço. Será de fato um diário canino. Escreverei especificamente sobre fatos acontecendo do dia a dia do Campo de Força. Já o BLOG será de fato um blog. Experimentem clicar no alto do site em Blog e verão a diferença. 


  • 13 de Abril de 2018
  • Uma paixão que se tornou hábito.

A palavra Venda de Filhotes de American Staffordshire me parece forte. Por isso nunca escrevi essa palavra e nunca paguei algum anúncio no Google. As vezes vejo um anúncio pago que te coloca lá em cima na pesquisa mas felizmente minha boa colocação nas pesquisas de deve ao meu conteúdo relevante na raça. Quem olha meu site e enxerga seis ninhadas como agora estou imagina talvez que esteja com uma fábrica de filhotes. Mas tenho direito de ter filhotes se percebo que consigo propiciar alegria a muitas pessoas. Outro aspecto é que sempre fui apaixonado para ver filhotes. Com um plantel grande é natural que em certos momentos esteja com mais filhotes até do que desejaria. Dá muito trabalho. Nosso empregado limpa os canis mais os cuidados com os filhotes é nosso. Meu e de minha esposa. Tem "criadores" que ficam preocupados comigo. Me enviam mensagens sem assinar dizendo que se preocupam com qualidade e não com quantidade. Eu penso que tu podes ter poucos cães e serem ruíns. E podes ter muitos e serem ótimos. Que é o meu caso. Prova é que toda a vez que alguém inventa de me encomendar um cão para exposição só vence. É só treinar bem. O resto o american staffordshire New Kraftfeld faz a parte dele. Beleza, estrutura e temperamento. 26 anos fazendo isso. Chegava dos meus plantões como médico e ia direto para o canil olhar nossos cães para fazer carinho em cada um. Aliá fazer carinho e conversar é uma das tarefas mais importantes no trato com os filhotes desde cedo. Quem não ama a raça não deveria criar. Notamos quem ama pelas atitudes e não pelo que falam. Estou realizando uma pesquisa sobre as virtudes que o american staffordshire possui para se relacionar com crianças autistas. Tenho inclusive uma mãe que recentemente mostrou interesse de reservar um filhote com essa intenção. Algumas pessoas são viciadas em jôgo. Outras em drogas ou álcool. Existem muitos vícios. Mas também existem bons hábitos. Minha ligação com a raça é uma paixão que se tornou hábito. 

Uma fêmea que enviei para a Argentina está vencendo muito em exposições. É filha da Ebony com o Monster. Vejam os títulos recentes:

FCI - FCA Nuestros Perros- International Dog Show
BISS ESPECIALIZADA
MULT. CH - KRAFTFELD EBMON POAS.
Juez: Patricia Nemirowsky de Alsina

La gorda Poas otra vez regalándome alegrías!!!
Jr. Ch, Ch & GCh Argentina, Jr. Ch Brasileña, Paraguaya, Jr. Ch. Uruguaya, Ch, Chilena
Ch. Internacional. Ch. Latinoamericana.
Vencedora Joven de Sicalam. #1 Amstaff Jr. & Mejor Hembra Amstaff Adulta ‘16


  • 09 de Abril de 2018
  • Fotos dos filhotes

Amanhã coloco as primeiras fotos de tres ninhadas: a primeira da Califórnia, a segunda da Ronda e, por último da Ebony. Detalhes amanhã! Exagerei nos cruzamentos mas tendo um plantel de 36 americans fica difícil limitar. Lindos filhotes de american staffordshire terrier para todos os gostos e finalidades.


  • 09 de Abril de 2018
  • Enviar americans New Kraftfeld para o exterior.

Seguidamente criadores da Europa desejam americans de minha criação. Não só criadores. As dificuldades para enviar tem me trazido impedimentos. Cheguei a devolver a importância que um espanhol me depositou. Caso alguém saiba de alguma forma de envio que drible essas burocracias e quarentenas peço a gentileza que me enviem uma mensagem por whatsapp ou e-mail. Vários americans New Kraftfeld já poderiam estar participando de exposições ou no lar de europeus. Tenho os e-mails aqui na minha caixa para comprovar. Enquanto isso os brasileiros importam americans julgando que o melhor está lá. Na verdade, sem querer me enaltecer eu venho selecionando de forma séria, com amor e ciência há 26 anos. Mantenho no meu canil 36 americans para amplificar as possibilidades de opções de cruzamento. Como o plantel é nosso foi possível nesses anos todos analisar os temperamentos e nortear meus cruzamentos pois sempre mantive parte do valor genético que conquistei. Fico feliz quando percebo a valorização do que é nosso e minha criação visa os outros, visa você que está lendo. Ainda ontem um casal esteve aqui com seu filho e ficaram admirados que nenhum cão latiu para êles. Em compensação são corajosos e protegem o território.


  • 02 de Abril de 2018
  • Apresentando um american.

A New Kraftfeld Ruby Sister foi apresentada por mim na exposição recente de Porto Alegre e ficou em segundo lugar na pista que eu a apresentei na classe Jovem. É a primeira vez que ela entra em pista.


  • 09 de Março de 2018
  • Só falando de cães...

Eu perdi o macho Cielo Calígula New Kraftfeld. Gostava dele. Ele era filho de uma cadela especial (Linda McCartney New Kraftfeld que era filha do Hendrix Junior New Kraftfeld que vencera duas especializadas com 30 americans em pista) e seu pai era o Grande Campeão Dark Flacor New Kraftfeld que era filho de um cão que possuia alguns americans americanos que gostava). Enfim, fui atrás de um filho do Cielo que estava no interior do estado. O Panthro (filho do Cielo com a Shadow). O seu dono o trouxe e cruzei com a Cherokee (filha da Seattle com o Excalibur - a Seattle possui o Stalone que é filho de importados da Europa e o Hendrix combinado com a lendária Kaballa; o Excalibur é maravilhoso). Enfim, um excelente cruzamento que reúne várias genéticas excelentes, de americans fortes em estrutura e temperamentos equilibrados e propensão para guarda de território mas afetivos com familiares. Estou muito curioso para acompanhar a evolução dessa ninhada. Observar suas evoluções em todos os sentidos. Nasceram hoje. São 8 azuis e dois azuis com dourado. Olhando rapidamente os sexos (não gosto de estressar a mãe com essas averiguações) contei ligeiramente 5 de cada. Mas depois vejo bem. O importante agora é que tudo corra bem com a mãe e a prole. Depois anuncio a ninhada e coloco as fotos iniciais.


  • 23 de Fevereiro de 2018
  • O Pitbull como o american staff são negros aos olhos de muitos brancos!

Todos devem conhecer aquele ditado que diz que a palmeira por saber se curvar acaba não quebrando e retorna para o mesmo lugar. Por isso que nós não devemos ser rígidos demais com nossa idéias ou intolerantes ao ponto de sermos impedidos de mudar quando devamos. Isso vale para a intolerância e o preconceito. Muitos anos foram necessários para que o homem branco se convencesse que o negro é um irmão igual em todos os sentidos. Só diferente em relação a sua cor. Foram anos de luta para que o homem reconhecesse a mulher como igual. Há meio século atrás aproximadamente ainda existia banheiros só para negros até nas dependências da NASA. Uma mulher negra não poderia sentar num ônibus se um branco estivesse em pé. Na década de 60 eu morei 3 anos com meus pais nos Estados Unidos. Fiquei dos 5 aos 8 anos. Meu pai ficou mais tempo pois viajou 3 anos antes. Meu avô materno assumiu a condição de pai. E foi um grande pai. Mas, o que eu ia relatar é que meu pai, numa fase difícil que ele passou nos USA, para ganhar um dinheiro extra, ele ia num bairro só de negros vender verduras que ele colocava na caçamba da sua camionete. Era por volta de 1958 em Baltimore. Os negros gostavam do meu pai e ele conseguia transmitir para eles o que sempre me disse em suas lições: Nelson, não tenha preconceitos, o negro é um irmão seu!

Fazendo uma analogia, as pessoas deveriam mudar a forma como enxergam as raças caninas e eu falo em especial do american staffordshire terrier, parente íntimo do pitbull. Já ouvi e li até de cronistas midiáticos formadores de opinião de que seria uma raça perigosa, sujeita a morder o próprio dono a qualquer momento, um assassino feito em laboratório e, por isso, deveria ser castrado ou eliminado. Eu confesso que, depois de 26 anos criando a raça, se eu chegasse a essa conclusão, além de parar de criar eu castraria todos os meus cães. O único defeito que o american tem é que se ele não for socializado desde cedo com outros cães, caso ele encontre um cão que ele nunca viu na vida existe a possibilidade (não certeza) de que ele possa brigar com o outro cão estranho. Mas isso dependerá do temperamento desse american e da seleção que o criador desse american vem fazendo com seus exemplares. Então o temperamento desse american dependerá inevitávelmente dessa seleção. E, caso ele seja atacado por esse cão ele terá boas capacidades para se defender. Paras mim isso não é um defeito porque eu sempre admirei as pessoas corajosas e desdenhei os covardes. Para mim é uma virtude do american. Para outros um defeito.

Mas seja como for, todas as raças podem morder um outro cão e até uma pessoa. Basta visitarmos um pronto-socorro e perguntarmos para algum membro da equipe se ocorrem acidentes com mordedura de cão. Mas perguntem qual foi a raça que mordeu. A maioria dos acidentes ocorrem com outras raças. Mas a única raça que está proibida de morder é o pitbull. Quando isso ocorre dizem: viu! foi um pitbull! um perigo! Mas ninguém ninguém pergunta as circunstâncias. Como foi criado esse pitbull por exemplo. 


  • 24 de Janeiro de 2018
  • O encantamento das ninhadas

Creio que o que mais motiva a criação seja o impacto que existe ao vermos o nascimento de novas vidas repletas de possibilidades. O American Staffordshire em particular é uma raça que oferece muitas variantes de cores, marcações e, com o passar dos anos também de fenótipos. Embora exista um padrão escrito da raça que dá uma base nos julgamentos cinófilos a verdade é que se pegarmos o primeiro american registrado em 1936 nos USA e olharmos aqueles que hoje vemos desfilando nas exposições notaremos que ele evoluiu. Eu não sei se o termo seria evolução propriamente ou modificação. No início os primeiros americans ainda possuiam em sua essência genética a alma do american pitbull. Tanto é que nos USA era possível se registrar um desses cães tanto como american pitbull como staffordshire. O homem através de suas normas estabeleceu desde o início o padrão da raça. Porque ela ficou diferente? Primeiro porque os padrões de beleza ligados à apresentação nas pistas foram os determinantes dessa seleção. Por isso que o temperamento inicialmente bélico foi gradativamente sendo substituído por um temperamento mais social. Isso foi bom para a raça. Mas isso aconteceu quando o propósito foi esse. Há 26 anos atrás, quando comecei a criar lembro que alguns criadores (e eram muito poucos) até participavam de rinhas. Nos USA um cão raivoso que morda o vizinho gera processo. Não era interessante. Na Europa a mesma coisa. Muitas raças de cães apresentam um temperamento forte. Citaria o Rottweiler como exemplo. Essa raça é extremamente mais agressiva com o ser humano que o american. Tanto é que me perguntam se o american seria um bom cão de guarda. O american não tem essa ferocidade. A menos que seja selecionado para isso ou treinado para ser. O american deve ser um cão equilibrado, amigo da família, afetivo, inteligente, destituído de qualquer agressividade com os membros da família e os amigos que estão junto. Por outro lado quando está sozinho cuidando do território ele reage aos intrusos pois sabe que não são benvindos. Quando alguém me pergunta como é o temperamento do american eu respondo com uma constatação: já enviei americans para todos os estados do Brasil e alguns países. Talvez tenha enviado 1000 americans. Então tenho uma casuística significativa. E quantos atacaram alguém. Nenhum. Duvido que os criadores de Rottweiler ou de Poodle tenham essa casuistiva maravilhosa. Atacar não é dar uma mordida. O cão pode morder em situações especiais. Minha esposa um dia foi mordida na mão. Mas ela fez tudo que poderia ser feito para que isso acontecesse. Separou a Kaballa naquela noite dos seus filhotes. Um deles chorou de madrugada. Ela pegou o filhote e caminhou no meio da noite com o filhote chorando. A Kaballa mordeu a mão e soltou. Queria proteger a cria. São situações muito especiais e particulares. Em compensação eu já fiz de tudo nesses anos com os americans e nunca me tocaram. Dependendo da educação que qualquer cão recebe pode ocorrer um acidente. Mas isso é extremamente raro. Meus filhos subiam em cima dos americans, davam tapa, puxavam as orelhas, rolavam no chão e nada acontecia. Mas algo preciso dizer. Eu seleciono pelo temperamento há 26 anos. Estrutura, beleza e temperamento. O que é belo? Existem variantes dentro do que se entende por belo. Um american compacto, pequeno e forte como nos primórdios possui sua beleza. Mas um juiz pode dizer: bem típico! Mas não dar o prêmio para ele. Outro poderá dar. Um esguio, elegante e que se apresenta bem poderá ser belo para muitos. Vencer mas não agradar aqueles que gostam de um exemplar bem forte. Eu aprecio americans fortes e que sejam corajosos sem perder a lealdade e afetividade.  Isso contece em todas as ninhadas em proporções diferentes. Mas sempre foram meus focos. Estou sempre observando, fazendo experiências e procurando manter um esqueleto. Nesse esqueleto é preciso manter varias possibilidades genéticas espalhadas num plantel em torno de 40 exemplares. Pelo menos para mim funciona assim. É o meu método. Sei como recuperar uma geração do passado através de cruzamentos se desejar. Isso me dá uma sensação de maior preservação da raça e não me entregar totalmente a modismos. Mesmo que vista uma camisa de seda mantenho minha camiseta dos Beatles numa gaveta. Tem um filme chamado "o violinista no telhado". Parece até que ganhou umas 5 estatuetas do Oscar há muitos anos atrás. Numa das canções um velho judeu de uma aldeia canta uma canção em que grita: Tradition! E eu dou valor à tradição. Valorizar as raízes. A sociedade de consumo nos condiciona a trocar tudo por algo mais moderno, mais recente e convidativamente "melhor". O american de verdade é um disco de vinil. Muitos americans que vemos nas exposições são CDs.